sábado, 4 de maio de 2013

Viver: um lapso ou um espetáculo?




A vida não é esta linha reta, horizontal, plana e asfaltada. Existem curvas, ladeiras, pontes, rios. Fácil, é não se preparar para isso e pegar os atalhos. Somos merecedores do sol, da chuva e também da tempestade.

Pobre de nós se não tivéssemos um amor para se perder e outro perdido por ai. Infelizes, seríamos se não tivéssemos a oportunidade de aproveitar os calores do verão, os frios do inverno, o florescer da primavera e no outono, deixar cair todas as banalidades. E nem deveríamos reclamar dos momentos em que precisamos subir no palco da vida, sendo alvo de olhares e expectativas, porque este é o ensaio para aprender a viver.

Nada deveria ser ácido para nós. Nem as dores, as tristezas, nem o deserto da solidão. Nossa vontade deveria aumentar e tanto perdas, quanto ganhos não deveria passar impune. Experimentar é a ordem da vida. Afinal, nascemos para tumultuar este espaço e se a gente não tiver disposição para amarrotar e desamarrotar o coração, usar a fé, a aflição, e distrair-se com a razão, ficaremos fora do espetáculo e perdemos em definitivo a oportunidade de extrair todos os ingredientes para a nossa composição de “ser humano”. Isso não acontece como num passe de mágica, tampouco é fácil. Eu diria até que é preciso palavrões, reclamações, silêncio, determinação, apatia e vez ou outra a preguiça pode ser usada.

Fracassos majestosos, ganhos inesperados, rupturas, cacos, pedaços, subidas, descidas, vitórias e derrotas são as companhias que a vida nos oferece. Viver é fúria, é paixão, é avançar e recuar. Morrer em momentos e ressuscitar em outros é absolutamente estratégico para conseguir participar da vida. Essa é a inexplicável e colorida anarquia de viver.

Viver é colorido e também preto e branco.

É preciso sobreviver a tudo isso por teimosia, e de propósito viver.

Portanto, meu caro, bote fé, insista e viva!"

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